5 de outubro de 2016

Edifício Kavanag, considerado o mais bonito de Buenos Aires


Uma enquete do jornal o 'Clarin' entre pessoas não especializadas em arquitetura, feita há não muito tempo, apontou o Edifício Kavanagh como o mais bonito de de Buenos Aires. Não e para menos, imponente nos seus 31 andares, ele é do tempo em que bom gosto e a pretensão de agradar o olhar era um elemento fundamental na construção civil e na arquitetura. É um prédio de beleza sóbrias, que se impõe ao olhar, mas não agride a sensibilidade de quem o observa. Parece a casa de um super-herói de histórias em quadrinhos. Conheci-o num domingo quente de dezembro de 1975 e suas formas ficaram na minha memória. Em 2009 andei por perto, mas não tive oportunidade de fazer fotos. O que só veio a acontecer em 2011, quando passei por Buenos Aires de retorno da Patagônia. Aí é que fiz as fotos que ilustram esta postagem (e dispensam legendas). As informações a seguir são traduzidas e adaptadas da Wikipedia em inglês.

"O Edifício Kavanagh é um arranha-céus de Buenos Aires, localizado no número 1065 da CAlle Florida, no bairro de Retiro, com vista para a Plaza San Martín. Foi projetado em 1934, pelos arquitetos locais Gregorio Sánchez, Ernesto Lagos e Luis María de la Torre. A construção foi de responsabilidade do engenheiro Rodolfo Cervini.Inaugurado em 1936,com a altura de 120 metros, o edifício é caracterizado pela austeridade de suas linhas, pela falta de ornamentação externa e por seus grandes volumes prismáticos. Foi declarado 'Marco Histórico da Engenharia Civil' pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis em 1994 e 'Monumento Histórico Nacional' pelo governo argentino em 1999. No ano de sua conclusão do edifício obteve o 'Prêmio Municipal de Casas Coletivas e Fachadas'. Três anos mais tarde, sua fachada recebeu um prêmio similar do American Institute of Architects.
Sua construção levou apenas 14 meses e foi encomendada, em 1934, por Corina Kavanagh, uma milionária de ascendência irlandesa, que vendeu duas fazendas, aos idade de 39 anos de idade, para erguer seu próprio arranha-céu. O edifício tem uma forma imponente, com recuos simétricos e reduções graduais de superfície. Foi concebido de fora para dentro, dotado de instalações excepcionalmente confortáveis e ​​com amplos espaços. A estrutura foi cuidadosamente desenhada para ser o tão delgado quanto possível, de modo a evitar o peso desnecessário. O design combina Modernismo e Art Déco, com uma abordagem racionalista, e é considerado o ápice do início do modernismo na Argentina.
Era, na época o mais alto prédio em concreto armado da América Latina. Como os apartamentos visavam a classe média alta, nenhuma despesa foi poupada na sua construção, a fim de garantir um resultado da mais alta qualidade. Todos os 105 apartamentos continham os mais recentes avanços tecnológicos, incluindo ar condicionado central (fabricado pela americana Carrier), doze elevadores Otis e tubulações as mais modernas. Nos pisos superiores, têm terraços-jardins requintados com vista para o Rio da Prata, parques e a própria cidade.
Corina Kavanagh viveu por muitos anos no maior apartamento,o  do 14º andar, que ocupa o andar inteiro. Existe uma lenda que diz que construção do edifício foi concebida como uma vingança. Corina, que era rica, mas não era de família aristocrata, apaixonou-se pelo filho da família Anchorena, que era rica e aristocrática. O Anchorenas, que viviam em um palácio do outro lado da Plaza San Martín (hoje conhecido como o Palácio San Martín) tinha construído uma igreja perto de onde foi erguido o arranha-céu e havia desaprovado o noivado. Para vingar-se, Corina pediu aos arquitetos que o edifício fosse construído de tal modo que impedisse a família Anchorena de igreja enxergar a igreja de onde morava."










Fotos do proprietário do blog

2 de outubro de 2016

Recordar é viver: um passeio pelos canais do Delta do (rio) Paraná em Trigre/Província de Buenos Aires

O lindo domingo de hoje me vez lembrar outro domingo, um Domingo de Páscoa, de abril de 2009. As fotos que registraram o recorrido pelas ilhas do Tigre, algumas delas, estão nesta postagem. É um percurso que vale à pena: muito ar, muita água e muito verde. Uma paz imensa em se deslizando sobre as águas. Aqui e ali os moradores locais aproveitando o dia bonito para se exercitarem nos remos. Muitas construções, tipo clubes náuticos, lembram estilos ingleses do fim do Sex. XIX e do início do Sec. XX. Tudo muito chique. 
A Wikipedia informa que "Tigre é uma importante cidade no partido de Tigre, na província de Buenos Aires, na Argentina. Pertence à Grande Buenos Aires. Experimentou, a partir da década de 1990, uma enorme valorização imobiliária, com a construção de grandes empreendimentos, como Nordelta, Santa Bárbara, Santa María de Tigre, Altamira, Villanueva etc"
Outras: 
a) Según la tradición, cerca del arroyo que después se llamaría Tigre vivía un yaguareté que causaba muchos daños a las casas. Los propietarios lo sacrificaron y el arroyo comenzó a ser conocido con el nombre Tigre. En la zona quedaban muchos yaguaretés hasta el siglo pasado; con el avance de la población humana se fueron extinguiendo y en la actualidad sobreviven unos pocos ejemplares en la selva misionera, al noreste de Argentina.
b) El eje central es el río Sarmiento. Sobre sus márgenes se ven numerosas islas de recreo, con o sin alojamiento. El punto más importante es la Casa Sarmiento, una casita ochocentista que funciona como museo y biblioteca y donde se pueden ver muebles y objetos del prócer.
c) Sitios de interés
Parque de la Costa: construido en 1997 detrás de la estación Delta, tiene 15 manzanas de superficie y se encuentra entre las confluencias de los ríos Tigre y Luján.
Puerto y mercado de frutos: Antes, se usaba para comerciar exclusivamente frutos, pero hoy en día esta actividad se vio reducida y se usa, sobre todo, para vender productos de mimbre y madera, generalmente artesanales.
ChinaTown (Barrio Chino de Tigre): Éste, inaugurado en 2015, es un sitio de atracción para aquellas personas interesadas en conocer costumbres, tradiciones, objetos y comidas típicas de Asia.
Museo de Arte Tigre un moderno museo de arte. Emplazado en el ex Tigre Hotel. Donde funcionará al principio de siglo el primer casino. El museo a orillas del Rio Luján posee obras de reconocidos artistas
d) La ciudad de Tigre cuenta con dos líneas de ferrocarril, la línea Mitre y el pintoresco Tren de la Costa, ex tren del Bajo (por recorrer muy cercano al rio de kg a plata) . Recorrido estacion Maipu - Delta (Tigre) parque de la Costa ambos terminan a poca distancia a pie de todos los lugares. La ciudad cuenta con una amplia variedad de autobuses que llegan hasta allí y llevan a distintas partes de Gran Buenos Aires.
e) El deporte más popular del Tigre es el remo, que solo se puede practicar asociándose a algún club, ya que no hay embarcaciones de alquiler. Hay zonas reservadas para el remo, para que no interfieran con las lanchas. Otros deportes son la pesca, que se puede practicar en los ríos Paraná y de la Plata; el esquí acuático; la motonáutica y el fondeo. Al contrario de lo que se piensa, el Club Atlético Tigre no está localizado en esta localidad, sino en Victoria, ubicado a pocos kilómetros.

As fotos - com Samsung NV40 (compacta) -, a maioria é autoexplictativa, dispensa informações adicionais:



Um dos clubes náuticos






Casa de Sarmiento




Cemitério de navios em frente ao porto de Tigre

Na estação ferroviária da Linha "Trem da Costa"

As fotos são do proprietário do blog

29 de setembro de 2016

Museu de arte moderna de Praga - Trade Fair Palace (Veletržní palác) Praha - National Gallery in Prague


Praga, capital da República Tcheca, não bastasse ser uma cidade com uma tradicional e intensa atividade cultural, frequentada ao longo de sua história por personagens como Smetana, Dvorák, Kafka e Rilke, conta com uma riqueza arquitetônica notável. Isso significa possuir um dos mais belos e antigos centros urbanos da Europa, que restou praticamente imune à destruição provada pelas duas Guerras Mundiais. 
Por isso, não se estranha que uma edificação moderna como Veletržní Palác se encontre cercada por prédios em sua maioria construídos no Sec. XIX. Este Veletržní Palác foi erguido entre 1925 e 1928 para servir como centro de feiras e exposições. Na época, a Tchecoeslováquia era um país soberano. A concepção arquitetônica do prédio, dimensões impressionantes, é influenciada pelos conceitos da Bauhaus alemã e pelo construtivismo russo. A partir de 1948, quando os comunistas tomaram o poder e transformaram a então Tchecoeslováquia num país-satélite da Rússia, o prédio recebeu nova destinação: ser a sede de empresas de importação e exportação.
Em, 1974, um incêndio provocou danos que quase levaram o prédio à demolição, mas ele veio a ser completamente restaurado e convertido em museu nos anos 1980. E foi qualificado como monumento histórico nacional. Com a sua transformação em museu, passou a abrigar o acervo de obras de arte dos séculos XIX e XX da Galeria Nacional de Praga (que é distribuída por oito prédios ao todo, entre os quais se inclui o Veletržní Palác, cada prédio é especializado em determinada época da história da arte).
O edifício ocupa um quarteirão inteiro e por dentro é vazado de alto abaixo, com as salas mais amplas agrupadas de um único lado (à esquerda de quem entra). Para a visita ao acervo é recomendado que se suba de elevador até o último pavimento, o 5º, e vá-se descendo pelas rampas que interligam os andares. Mas, antes de tudo, não se pode deixar de passar pelos salões do térreo onde se encontra o conjunto de 20 telas monumentais dedicadas à Epopéia Eslava por Alfons Mucha, o famoso  pintor, ilustrador e designer gráfico checo, um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau.
O acervo exposto no Veletržní Palác é riquíssimo tanto em termos de produção local como da estrangeira.  

A seguir, algo do acervo:


 No contexto da cidade

Fachada do prédio com influência do construtivismo russo

 Mucha: "Apoteose, eslavos para a humanidade"

Mucha: Abolição da servidão na Rússia

 Alexander Archipenco (1887-1964): Torso (frontal)

Alexander Archipenco (1887-1964): Torso (lateral)

Picasso

 Jan Zrzavý (1889-1977), Última Ceia, 1913, óleo sobre tela

 Jan Zrzavý (1889-1977), "O Sermão da Montanha" (1912), óleo e têmpera sobre tela

Van Gogh: "Trigal ainda verde com ciprestes" (1998), óleo sobre tela

As fotos são do proprietário do blog




Na Wikipedia: 


16 de setembro de 2016

Praga, a bela Praga!

Praga é uma cidade muito bonita, uma das mais lindas capitais europeias. Foi pouco afetada pela destruição da guerra e conserva praticamente intacta toda a sua arquitetura do Sec. XIX com alguma coisa mais antiga (como o palácio onde houve a Defenestração). Tive a sorte de conhecer Praga já libertada e não sob o jugo soviético. E no verão, em dias luminosos. Mas, como todas as cidades centro-europeias, achei Praga opressiva. Deve ser porque fica longe do mar ou de algo tipo Lagoa dos Patos, em cujas margens me criei. Não é por nada que Praga é a terra natal de Kafka. A seguir, algumas fotos da capital da República Tcheca (com Panasonic TZ40 e iPhone5).


             Praça central numa manhã de verão

                      Herói nacional

                        A bela arquitetura

                     Catedral gótica

                              Vista panorâmica

                                                    O famoso relógio

                               Outra das típicas construções da cidade

                                      Exemplo da grande tradição hoteleira europeia

            Arquitetura da era soviética

           O Palácio "Coroa", joia da arquitetura "art déco"

          Novamente o a exaltação soviética do trabalhador

          A boa  cerveja tcheca

       O café da manhã

         Assado à moda tcheca

           Kafka, nunca esquecido

           Do ponto de vista oficial, a vida no "paraíso socialista" soviético era assim