28 de dezembro de 2017

“Acqua alta” de Veneza.

Veneza é uma cidade singularíssima: fica praticamente ao nível da água e é formada por 117 ilhas rasas que se espalham por uma lagoa costeira pantanosa, situada entre os rios Pó e Piave. Além, é claro, de ser dotada de uma riqueza arquitetônica e artística de tal dimensão que grande parte dela foi definida como Patrimônio da Humanidade.

A situação geográfica muito particular de Veneza proporciona um fenômeno que ocorre desde sua criação, mas que vem, por diversos fatores, se manifestando cada vez com maior frequência: a “acqua alta”, ou seja, a inundação das partes mais baixas da cidade, eventualmente podendo a chegar a quase toda a área emergente da lagoa. Entre as causas da “acqua alta” listam-se desde o famigerado “aquecimento global”, o bicho-papão do momento, à ocupação predatória do solo e das águas venezianas. Os prejuízos, por vezes, são enormes. 



Mas, no geral, o fenômeno causa apenas incômodos passageiros. Quando não é muito intenso, bastam pranchas e barreiras de madeira para possibilitar o trânsito das pessoas e proteger os prédios de inundações. As fotos mostram uma “ameaça” de “acqua alta”: o material está pronto para ser usado e em alguns pontos do passeio vê-se um início de infiltração da água. Mas, neste dia, tudo ficou mesmo só na ameaça.



Fotos de setembro de 2011










27 de dezembro de 2017

A Ponte dos Suspiros de Veneza

"La Ponte dei Sospiri" é uma construção barroca que liga o Palácio dos Doges ao prédio onde funcionava o presídio de Veneza.


É assim chamada porque as estreitas frestas de suas janelas permitiam aos presos a que talvez fosse a última visão do mundo exterior, o que os fazia... suspirar. Muitos eram condenados da Inquisição.


Por ela passaram, por exemplo, Giordano Bruno, Silvio Pellico, Daniele Manin, Nicolò Tommaseo e Giacomo Casanova, que conseguiu dela fugir e deixou escrito nas suas paredes memórias do tempo em que esteve lá.



É possível para os turistas que visitam Veneza percorrerem as passagens que levavam do Palácio dos Doges, onde funcionava o tribunal de justiça, até o edifício ao lado onde ficavam as celas dos condenados. É o que mostram a  foto  acima e as que vêm a seguir.





  
As fotos são de setembro de 2011. 

5 de outubro de 2016

Edifício Kavanag, considerado o mais bonito de Buenos Aires


Uma enquete do jornal o 'Clarin' entre pessoas não especializadas em arquitetura, feita há não muito tempo, apontou o Edifício Kavanagh como o mais bonito de de Buenos Aires. Não e para menos, imponente nos seus 31 andares, ele é do tempo em que bom gosto e a pretensão de agradar o olhar era um elemento fundamental na construção civil e na arquitetura. É um prédio de beleza sóbrias, que se impõe ao olhar. Parece a casa de um super-herói de histórias em quadrinhos. Conheci-o num domingo quente de dezembro de 1975 e suas formas ficaram na minha memória. Em 2009 andei por perto, mas não tive oportunidade de fazer fotos. O que só veio a acontecer em 2011, quando passei por Buenos Aires de retorno da Patagônia. Foi quando fiz as fotos que ilustram esta postagem (que dispensam legendas).










Fotos do proprietário do blog

2 de outubro de 2016

Um passeio pelos canais do Delta do Rio Paraná

É um percurso que vale à pena: muito ar, muita água, muito verde e silêncio. Aqui e ali os moradores locais aproveitando o dia bonito para se exercitarem nos remos. Muitas construções, tipo clubes náuticos, lembram estilos ingleses do fim do Sex. XIX e do início do Sec. XX. Tudo muito chique. 
Tigre é uma cidade da província de Buenos Aires. Experimentou, a partir da década de 1990, uma enorme valorização imobiliária, com a construção de grandes empreendimentos, inclusive um cassino.



Um dos clubes náuticos






Casa de Sarmiento




Cemitério de navios em frente ao porto de Tigre
Fotos de março de 2008

29 de setembro de 2016

Museu de arte moderna de Praga - Trade Fair Palace (Veletržní palác) Praha - National Gallery in Prague


Praga, capital da República Tcheca, não bastasse ser uma cidade com uma tradicional e intensa atividade cultural, frequentada ao longo de sua história por personagens como Smetana, Dvorák, Kafka e Rilke, conta com uma riqueza arquitetônica notável. Isso significa possuir um dos mais belos e antigos centros urbanos da Europa, que restou praticamente imune à destruição provada pelas duas Guerras Mundiais. 
Por isso, não se estranha que uma edificação moderna como Veletržní Palác se encontre cercada por prédios em sua maioria construídos no Sec. XIX. Este Veletržní Palác foi erguido entre 1925 e 1928 para servir como centro de feiras e exposições. Na época, a Tchecoeslováquia era um país soberano. A concepção arquitetônica do prédio, dimensões impressionantes, é influenciada pelos conceitos da Bauhaus alemã e pelo construtivismo russo. A partir de 1948, quando os comunistas tomaram o poder e transformaram a então Tchecoeslováquia num país-satélite da Rússia, o prédio recebeu nova destinação: ser a sede de empresas de importação e exportação.
Em, 1974, um incêndio provocou danos que quase levaram o prédio à demolição, mas ele veio a ser completamente restaurado e convertido em museu nos anos 1980. E foi qualificado como monumento histórico nacional. Com a sua transformação em museu, passou a abrigar o acervo de obras de arte dos séculos XIX e XX da Galeria Nacional de Praga (que é distribuída por oito prédios ao todo, entre os quais se inclui o Veletržní Palác, cada prédio é especializado em determinada época da história da arte).
O edifício ocupa um quarteirão inteiro e por dentro é vazado de alto abaixo, com as salas mais amplas agrupadas de um único lado (à esquerda de quem entra). Para a visita ao acervo é recomendado que se suba de elevador até o último pavimento, o 5º, e vá-se descendo pelas rampas que interligam os andares. Mas, antes de tudo, não se pode deixar de passar pelos salões do térreo onde se encontra o conjunto de 20 telas monumentais dedicadas à Epopéia Eslava por Alfons Mucha, o famoso  pintor, ilustrador e designer gráfico checo, um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau.
O acervo exposto no Veletržní Palác é riquíssimo tanto em termos de produção local como da estrangeira.  

A seguir, algo do acervo:


 No contexto da cidade

Fachada do prédio com influência do construtivismo russo

 Mucha: "Apoteose, eslavos para a humanidade"

Mucha: Abolição da servidão na Rússia

 Alexander Archipenco (1887-1964): Torso (frontal)

Alexander Archipenco (1887-1964): Torso (lateral)

Picasso

 Jan Zrzavý (1889-1977), Última Ceia, 1913, óleo sobre tela

 Jan Zrzavý (1889-1977), "O Sermão da Montanha" (1912), óleo e têmpera sobre tela

Van Gogh: "Trigal ainda verde com ciprestes" (1998), óleo sobre tela

As fotos são do proprietário do blog




Na Wikipedia: 


16 de setembro de 2016

Praga, a bela Praga!

Praga é uma cidade muito bonita, uma das mais lindas capitais europeias. Foi pouco afetada pela destruição da guerra e conserva praticamente intacta toda a sua arquitetura do Sec. XIX com alguma coisa mais antiga (como o palácio onde houve a Defenestração). Tive a sorte de conhecer Praga já libertada e não sob o jugo soviético. E no verão, em dias luminosos. Mas, como todas as cidades centro-europeias, achei Praga opressiva. Deve ser porque fica longe do mar ou de algo tipo Lagoa dos Patos, em cujas margens me criei. Não é por nada que Praga é a terra natal de Kafka. A seguir, algumas fotos da capital da República Tcheca (com Panasonic TZ40 e iPhone5).


             Praça central numa manhã de verão

                      Herói nacional

                        A bela arquitetura

                     Catedral gótica

                              Vista panorâmica

                                                    O famoso relógio

                               Outra das típicas construções da cidade

                                      Exemplo da grande tradição hoteleira europeia

            Arquitetura da era soviética

           O Palácio "Coroa", joia da arquitetura "art déco"

          Novamente o a exaltação soviética do trabalhador

          A boa  cerveja tcheca

       O café da manhã

         Assado à moda tcheca

           Kafka, nunca esquecido