5 de dezembro de 2011

Um passeio pelo Vaticano e seus tesouros

18 de novembro de 2011

Canaletto e io e la Piazza di San Marco a Venezia


"Esta pintura de (...) Canaletto exemplifica a evidente noção que o artista tinha dos detalhes topográficos e também seu talento para a composição. Canaletto pintou a Praça de São Marcos muitas vezes, de diferentes perspectivas, juntamente com várias outras 'vedutes', ou 'vistas'', precisas e subjetivas de Veneza. Esta arrebatadora vista da Basílica de São Marcos e do Palácio Ducal (...) está hoje exposta na Califórnia (...). (...) O conteúdo arquitetônico da praça domina a porção esquerda da pintura: a Basílica - a catedral bizantina de Veneza - é a construção em primeiro plano, e, além dela, está o Palácio, residência de vários doges, com seu característico mármore branco e rosa claro. Do outro lado da Laguna, ao longe, fica a Ilha de San Giorgio Maggiore, com sua igreja projetada por Andrea Palladio. Os traços delicados da arquitetura e o uso sugestivo da luz veneziana dão leveza à vista da praça pintada por Canaletto. (...) ReM" - Tudo sobre Arte, ed. Sextante.

Como a mim me falta o domínio da paleta, só me restou fazer o registro fotográfico do que Canaletto pintou tão bonito. A seguir...

 ... os relógios da Praça....



... e um detalhe da água vertendo entre os ladrilhos do piso da praça, bem junto à Catedral...

(a água surgindo por entre as pedras do calçamento

... o Palácio dos Doges ...


... a Ilha San Giorgio Maggiore e a Catedral de Andrea Palladio...



Fotos em set. 2011
com Panasonic TZ8 e
lentes protocolo Leica

5 de novembro de 2011

"Trash the dress" - Sim, meninos(as), eu vi!

A ZH deste domingo vem com uma matéria sobre essa moda nova dos noivos posarem para fotos, usando o vestuário que usaram no casamento, em lugares fora do cotidiano deles. Por coindidência, nesta última viagem à Itália, em Veneza, na Praça de São Marcos, tive a oportunidade de fotografar dois casais nesta situação.
A seguir, aí vão elas, junto com uma foto da chamada de capa da ZH. Ao final, uma explicação que recolhi através do Google.

A chamada de capa da ZH

As minhas fotos aí abaixo







O casal das primeiras quatro fotos me pareceu francês, os das outras três, é evidentemente oriental, chinês, japonês, algo assim

"Mas afinal, o que é Trash the Dress? Numa tradução não literal seria algo como “acabar com o vestido”, “vestido no lixo” ou algo neste sentido.
Trata-se de uma tendência mundial que já virou moda nos States e agora está chegando por aqui. Chega de fotografar em lugares comuns, a idéia é buscar locações inusitadas e principalmente, onde você nunca (jamais) iria vestida de noiva!!!!
Vamos tirar o vestido do armário e literalmente “botar para sujar” nos lugares mais loucos possíveis.
Tudo isso, é claro, depois de passadas as celebrações do casamento, imagina chegar com o vestido assim no casório (shaushaushaushau). A grande sacada é encontrar um lugar que tenha a ver com o casal, que tenha algum sentido!"
Fonte: http://eduardovanassi.com/blog/trash-the-dress/

11 de outubro de 2011

A "Propaganda Fide" ainda existe!!!!!!!!

Sim, está lá em latim e tudo, escrito bem no alto da fachada do prédio: "Collegium Urbanum de Propaganda Fide", no prédio original, construído por Bernini e Borromini. Criada para tratar das coisas referentes à propaganda da fé católica, num momento em que a fé protestante se consolidava na Europa, a instituição é apontada pelos autores dos livros didáticos das faculdades de Comunicação (pelo menos no meu tempo...) como a primeira instituição formal da Propaganda. A gente lia e imaginava que já não existia mais. Não! existe sim, e está no mesmo lugar de sempre, na Piazza di Spagna. E, para não deixar dúvida, com a bandeira do Vaticano suavemente acariciada pela brisa de uma tarde de primavera.





Como diz na placa, é uma extraterritorialidade do Vaticano. Afinal, não cabe tudo no pequenissimo Vaticano. Alguma coisa tem de ficar por fora, em vários pontos de Roma.

5 de outubro de 2011

As vitrines de Verona e o estilo/design italiano - "Italian Design"

As vitrines das lojas italianas de roupa e acessórios são deslumbrantes. A seguir, algumas fotos de vitrines de lojas de Verona, que podem representar uma amostra do que se encontra também em Milão, em Florença, em Roma...















14 de agosto de 2011

Que fim levou a Bastilha?

"Quatro falsários, dois loucos, um devasso e um sádico" (*) eram os presos que ocupavam a Bastilha quando ela foi tomada pela multidão em 14 de julho de 1789. Eles acabaram liberados, mas o que os parisienses desejavam mesmo era o armamento ali armazenado: 30 mil fuzis e os canhões instalados nas suas torres, bem como a munição (125 barris de pólvora).
De fato, a Bastilha era um misto de paiol e prisão especial para loucos, falsários e delinquentes "de boa família" ("fils de famille"), sendo que estes eram abrigados em condições extremamente confortáveis (levavam seus móveis, podiam receber visitas e a alimentação era excelente. Ela já existia há  400 anos e não era nenhuma obra prima da arquitetura.

Foto com Panasonic DMC-TZ8) e zoom 12x a partir da Rue de Lyon, proximidades da Gare de Lyon

O prédio acabou demolido em novembro do mesmo ano, 1789. Um esperto empreiteiro convenceu os revolucionários a lhe conceder o direito de demolir o prédio e aproveitar as pedras para calçar ruas.
No local, atualmente, existe, no centro de uma praça - a Praça da Bastilha - o monumento da foto de abertura desta postagem. Ali, todos os anos, se reúne uma das maiores multidões parisienses que tradicionalmente celebram o 14 de julho. Mais recentemente, foi construída nas proximidades a nova Ópera de Paris. A antiga, a Ópera Garnier, no centro da cidade passou a ser destinada ao balé.


Nas duas fotos acima, a nova Ópera de Paris, construída nas proximidades de onde se localizava a Bastilha

(*) * Jean-Joseph Julaud,  L'Historie de France Pour Les Nuls, v. II, First Editions, 2006 (edition de poche), p. 25