14 de agosto de 2011

Que fim levou a Bastilha?

"Quatro falsários, dois loucos, um devasso e um sádico" (*) eram os presos que ocupavam a Bastilha quando ela foi tomada pela multidão em 14 de julho de 1789. Eles acabaram liberados, mas o que os parisienses desejavam mesmo era o armamento ali armazenado: 30 mil fuzis e os canhões instalados nas suas torres, bem como a munição (125 barris de pólvora).
De fato, a Bastilha era um misto de paiol e prisão especial para loucos, falsários e delinquentes "de boa família" ("fils de famille"), sendo que estes eram abrigados em condições extremamente confortáveis (levavam seus móveis, podiam receber visitas e a alimentação era excelente. Ela já existia há  400 anos e não era nenhuma obra prima da arquitetura.

Foto com Panasonic DMC-TZ8) e zoom 12x a partir da Rue de Lyon, proximidades da Gare de Lyon

O prédio acabou demolido em novembro do mesmo ano, 1789. Um esperto empreiteiro convenceu os revolucionários a lhe conceder o direito de demolir o prédio e aproveitar as pedras para calçar ruas.
No local, atualmente, existe, no centro de uma praça - a Praça da Bastilha - o monumento da foto de abertura desta postagem. Ali, todos os anos, se reúne uma das maiores multidões parisienses que tradicionalmente celebram o 14 de julho. Mais recentemente, foi construída nas proximidades a nova Ópera de Paris. A antiga, a Ópera Garnier, no centro da cidade passou a ser destinada ao balé.


Nas duas fotos acima, a nova Ópera de Paris, construída nas proximidades de onde se localizava a Bastilha

(*) * Jean-Joseph Julaud,  L'Historie de France Pour Les Nuls, v. II, First Editions, 2006 (edition de poche), p. 25

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