quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Una passeggiata nella bella Italia

Quase um DVD inteiro só de fotos rendeu esta última viagem, pois os filmetes ainda nem mexi. Depois de Paris/Londres/Bruxelas/Amsterdam (2009), O Porto/Lisboa/Sevilla/Granada/Barcelona  e  Ushuaia/El Calafate (2010), Londres/Paris (2011), neste segundo semestre chegou a vez da Itália.
Que correria! Que canseira!
Chegar até Milão, ponto de partida para o percurso de ônibus até Roma, já foi um périplo: Porto Alegre/Galeâo/O Porto/Milão. Sempre de Airbus, na ida e na volta, com exceção do trecho até Milão, que foi no mal-afamado (aqui no Brasil) Focker 100 (aquele que tinha problemas nos reversores), de uma subsidiária da TAP.

Duomo, Galeria e Scalla

A previsão era de chegar com chuva em Milão e também na etapa seguinte, Verona e Veneza. E choveu mesmo. Mal cheguei ao hotel e Milão, dei uma volta nas proximidades, e daí a pouco estava caindo um chuvisqueiro. Na manhã seguinte, quando chegou o ônibus, chovia forte. Mas, quando descemos nas proximidades da Catedral (Duomo) já havia estiado. Mesmo assim, ainda vinham umas pancadas.
Catedral, Galeria Victorio Emanuelle II, La Scala, tudo pertinho. Depois, almoço e partida para Verona. Que beleza! Cidade pequena, limpa e dedicada ao turismo. Como Canterbury na Inglaterra e Brugge na Bélgica; cidades onde o motorista do ônibus faz as paradas de descanso e os turistas têm algum tempo livre para passeio e compras. Passeio que, em Verona, incluiu uma arena romana (em boas condições, tanto que ainda é usada para espetáculos públicos), a casa da Giulietta e as ruínas de uma terma romana descoberta em escavações. 

Pelos canais de Veneza

Retornando à estrada, segue-se para perto de Veneza. O hotel ficava longe, no continente (no caso, Preganziol). No dia seguinte, seguiu-se de ônibus até um estacionamento em Veneza localizado logo depois que se atravessa a Ponte Della Liberta e, de lá, tomou-se um barco que faz o percurso pelo Tronchetto até o Lido de Veneza, uma ilha comprida que funciona como um dique que protege a cidade. Sem ele, Veneza já teria desaparecido. E, para melhorar as coisas, estão construindo comportas nas duas extremidades.
Chegamos pelas 10h e só voltamos para o hotel pelas 22h. Praticamente um dia inteiro passear na Praça de São Marcos, contemplar a Catedral, andar de gôndola, visitar dois museus, almoçar e jantar.

Em Pádua, rezando para Sto. Antônio pelas amigas ainda solteiras

No dia seguinte, partimos (até não muito cedo) para Pádua, com direito a visita à Catedral, onde estão os restos mortais do santo que era Português, lisboeta, peregrinou pelo norte africano, adoeceu e, quando voltava para a “Santa Terrinha”, acabou, por culpa de um furacão, dando indo parar na Itália, onde ficou até morrer com trinta e poucos anos. Pádua é outra cidade semelhante a Canterbury e Brugge, local de parada, além de ser um ponto de peregrinação para os católicos.
Novamente na estrada, o caminho nos leva a Pizza, antes de chegar a Florença, berço do Renascimento. Vendo-se ao vivo, a Catedral de Pizza, pela sua imponente beleza (tão logo fiz a transferência das fotos do dia, quando cheguei no hotel, virou papel de parede do netbook que tem me acompanhado nestas viagens) ofusca a famosa torre inclinada, que se transforma em mera curiosidade lá no fundo (na frente fica o batistério).


 Firenze, Catedral

Todos sabem o que é

Florença deslumbrante! Mais detalhes, veja na Wikipédia. E, no caso, além de contemplar suas maravilhas, dois (dois!) momentos para compras. Todo o dia na cidade, retorno ao hotel só à noite, depois do jantar. Podres de cansados, logicamente.

Em Siena, consegui fazer esta foto antes que me dissessem que é proibido fotografar esta igreja estranha onde estão as relíquias de Sta. Catarina (ou de uma das Stas. Catarinas)

Nove da manhã do dia seguinte, já no ônibus, a informação: “Se fôssemos por autoestrada direto a Roma, chegaríamos lá ao meio-dia, pois o trajeto é de apenas três horas. Mas, não, vamos por estradas secundárias e chegaremos a Roma... no início da noite”. E lá fomos fazer um “programa de índio” por Siena e Assis (Assisi). Aqui, misturaram viagem de turismo com peregrinação. Foi ruim. Mortos de cansados, mesmo assim ainda enfrentamos um passeio noturno pela “Roma Barroca” (Fontana di Trevi, Pantheon etc, etc...).

 Fontana etc...

 Num relance, um flagrande desta beleza que representa tudo o que tem de belo nos museus do Vaticano

O penúltimo dia do trajeto foi dedicado a um recorrido pelas maravilhas históricas (vestígios das ruínas romanas) e artísticas (museus do Vaticano). Tudo que também está bem detalhado na Wikipédia. No último dia estava no programa acordar às quatro da madrugada para o deslocamento até Pompéia, Vesúvio e Nápoles. Mas, não, comentei com meus botões, ninguém me tira de Roma. É fiquei para fazer um périplo completo pela cidade dos Césares num daqueles ônibus de dois andares (13 euros) e, depois, um trajeto a pé pelas vias Del Corso e Condotti.
No fim da tarde, retorno ao hotel, para descansar e esperar o transfer para o Fiumicino que chegaria às três da madrugada. Deu tempo de fazer uma primeira triagem das fotos e filmetes, para depois assistir maravilhosos especiais da Deutsche Welle sobre o Vaticano e a vida católica na TV a cabo do hotel.
De Roma até Lisboa foi tudo bem. A parte desagradável ficou por contra do atraso no vôo de Lisboa para o Rio, que já relatei em outra postagem.


Em tempo: com o intensivo do prof. Enrico, em junho passado, na OAB, ficou fácil me entender com os italianos(as) na língua deles. 

(Favor não copiar esta postagem)

1 comentários:

Patrícia Castro disse...

Muito bom seu relato, dá para ter uma pequena ideia de como é a viagem que, acredito eu, seja sonho de todo mundo. Abs